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O sector da iluminação pública é um dos sectores onde o consumo de energia elétrica é mais significativo. A sua função, quando aplicada à iluminação de vias, permite aos condutores uma boa perceção do caminho a percorrer, com os devidos requisitos de não provocar encandeamento.

Tendo em consideração os objetivos de eficiência energética é assim necessário avaliar as soluções existentes, no que respeita ao consumo energético dos sistemas de iluminação de vias e de edifícios públicos.

Recentemente foi editado o Documento de Referência para a Eficiência Energética na Iluminação Pública. Embora não tendo a força de lei, prevê algumas metodologias que ao serem adotadas tornam as instalações de iluminação pública energeticamente mais eficientes. Estas medidas pretendem ir ao encontro da realização dos objetivos impostos pela União Europeia (UE) aos Estados-Membros.

A obtenção de uma maior eficiência energética é possível mediante o aproveitamento de novas tecnologias de iluminação, que podem representar uma diminuição considerável do consumo energético, bem como das emissões de CO2. Esta prática tem vantagens tanto ao nível ambiental e como ao nível dos cidadãos, proporcionando-lhes uma melhor qualidade de iluminação. Outra vantagem da implementação de uma instalação eficiente é a rápida amortização do investimento necessário, conseguindo-se ainda benefícios complementares com o aumento da competitividade a nível europeu.

Programas para a sustentabilidade energética

Atualmente existem objetivos a cumprir por parte de cada Estado-Membro da UE, no sentido de cumprir metas relacionadas com a sustentabilidade energética. Deste modo, Portugal criou a ENE 2020 – Estratégia Nacional de Energia 2020, onde são definidas estratégias que visam o cumprimento das medidas impostas pela UE.

A ENE 2020 define uma agenda para a competitividade, crescimento e independência energética e financeira do país. A aposta passa pelas energias renováveis e pela promoção integrada da eficiência energética, assegurando a segurança do abastecimento e a sustentabilidade económica e ambiental do modelo energético.

Esta Estratégia Nacional da Energia é composta por 5 eixos principais e engloba medidas a tomar no sector da iluminação pública. A finalidade destas medidas é promover a utilização racional de energia, a eficiência energético-ambiental em equipamentos de iluminação pública existentes e ainda alcançar a melhoria da eficiência energética de instalações semafóricas, com a consequente diminuição das emissões de CO2.

Entre as várias medidas a implementar é possível identificar as que estão relacionadas com a eficiência energética na iluminação. A principal foca-se na utilização de equipamentos e/ou soluções mais eficientes que visem a melhoria da eficiência energética das instalações, nomeadamente:

  • Instalação de sistemas de regulação de fluxo luminoso;
  • Substituição de luminárias ineficientes, ou com mais de 10 anos de utilização, por equipamentos com melhor capacidade de reflexão e/ou necessidade de fontes de luz de menor potência;
  • Substituição de balastros ineficientes ou com mais de 10 anos;
  • Substituição de lâmpadas de vapor de mercúrio (HPM) por fontes de luz mais eficientes;
  • Instalação de tecnologias de controlo, gestão e monitorização da Iluminação Pública.
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